Quando somos apenas...
algumas partes da vida!
A infância que sempre é recordada com enorme carinho. As pequeninas coisas que nos faziam felizes.
Aquelas palavras que mais gostávamos de ouvir.
Os lugares onde gostávamos de ir de mão dada com os adultos.
O patinho que nos encantava o olhar.
A serena paisagem que nos acolhia todos os dias e nos acostumávamos a ela.
"Não são os lugares que fazem as pessoas, são as pessoas que fazem os lugares".
Aquelas preferências por lugares e pessoas que muitas das vezes os adultos não entendem.
Nem tentam ser compreensivos e dialogar sobre suas preferências.
Todos temos memórias guardadas da infância, umas boas outras menos boas.
É errado quando os adultos pensam que as crianças crescem e não se vão lembrar das atitudes más ou agressivas, que tiveram para com elas.
É claro que se lembram de muitas delas.
Se houver algumas que machucaram muito, são essas que vão ter um enorme peso em relação às que se pode chamar de "boas".
É tão bom recordar os lugares por onde gostávamos de passar, na infância, onde brincávamos, corríamos, saltávamos.
Independentemente, do local onde nascemos, porque há sempre lugares agradáveis por onde passámos.
É surpreendente, quando percebemos que o tempo passou e esses lugares perderam beleza, importância porque envelheceram.
E, agora quando falamos com determinadas pessoas e dizemos, descrevemos esses lugares nem acreditam na descrição que fazemos.
Eu diria que é como um vestuário que ficou "démodé".
Aqui, fazer referência à parte humana em que aqueles miúdos com quem brincámos na infância, soltámos risos, gritos, gargalhadas, corremos, saltámos.
Esses que guardávamos em nosso coração, no compartimento das melhores recordações afetuosas e que pensávamos que seria para toda a vida.
Nos dececionam numa idade adulta e numa idade tão importante e decisiva. Cujos danos causados foram irreversíveis.
Já não existe sentimento, porque aqueles miúdos que viajavam de outros países até nós em tempo de férias, destruíram tudo. Sem motivo ou razão, sem conhecimento da nossa própria vida a esse nível.
Às vezes, como é possível meio século depois estar numa determinada situação que era impensável e injusta. Quando eles fazem parte da lista dos culpados...
Tenhamos sempre capacidade de superar e ultrapassar essas situações.
Porque alguns são familiares e isso agrava o problema.
É preferível guardar aqueles que ainda não sabemos que nos prejudicaram ou magoaram de alguma forma.
E, até não são assim tão próximos como os injustos que nem se consegue encontrar um motivo para atitudes dessa natureza.
Será porém o espelhar do tipo de pessoa que se tornaram, na idade adulta e que realmente não interessam.
Nós é que nos conhecíamos, nós é que partilhámos a mesma mesa, a mesma casa, o mesmo ambiente e acreditam nos supostos amigos deles, mentirosos se fossem amigos não enganavam.
In comoéstu abs 15-07-2024

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